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Revolução
venezulena As mulheres rechasamos os
organizadores do ódio e do caos. Viva a
Constituição! Fora o referendum fraudulento! Atendendo as mulheres da Venezuela, fazemos uma convocatória urgente para que você tome a palavra em defesa desta revolução maioritariamente encabeçada pelas mulheres. Desde que o Presidente Hugo Rafael Chavez Frias foi eleito por uma maioria esmagadora em 1988 para conduzir profundas reformas econômicas e sociais que visam eliminar a pobreza e a corrupção do pais, esta revolução tem estado constantemente ameaçada. Como se sabe, em abril de 2002, a elite atuando conjuntamente com o governo dos Estados Unidos impuseram um golpe militar. As mulheres dos bairros pobres de Caracas foram as primeiras a descer dos morros, arriscando as suas vidas para defender o retorno do presidente eleito. Ocupando as ruas, a população apoiada pela base das forças armadas restabeleceram o governo. A coragem e iniciativa demostrada pelas mulheres para derrotar o golpe é amplamente reconhecida na Venezuela e, em primeiro lugar, pelo Presidente Chaves. Tomamos conhecimento disto e de outras coisas quando as três representantes da Guiana, Peru e Estados Unidos do movimento Greve Mundial das Mulheres participamos da Conferência Internacional de Solidariedade às Mulheres por convite da INAMUJER (Instituto da Mulher) no passado mês de julho. Durante quatro décadas, a elite governante vem sangrando a riqueza do pais, principalmente os rendimentos provenientes do petróleo (Venezuela é o 5º maior exportador e os Estados Unidos seu maior comprador) empobrecendo 80% da população – na sua maior parte pessoas de descendência africana ou indígena. Desde 1998, a elite branca está furiosa porque um homem da mesma cor de seus empregados está no poder para defender àqueles que esta elite havia defraudado. Mesmo recebendo um tratamento preferencial para as suas importações de petróleo, os Estados Unidos, que estiveram envolvidos na corrupção ligada aos rendimentos do petróleo, temem as políticas do governo de Chaves: não promover privatizações, petróleo a preços mais baixos para Cuba, Guiana e outros pequenos países do Caribe e a união da América Latina e o Caribe em benefício do seus povos. Em 1999 a população criou e aprovou com 72% dos votos uma nova e revolucionária Constituição. Mulheres e comunidades indígenas que, como no resto das Américas, tem permanecido baixo a ameaça de genocídio durante séculos, mulheres e homens negros e grupos de outras etnias que também sofrem discriminação, ganharam direitos pelos quais vinham lutando a anos.
Sendo as mais despossuidas em todo o mundo, as mulheres são as que mais tem a ganhar com estas reformas. Mesmo com o poder das elites tentando frustrar as mudanças, se tem conseguido realizações que ainda não foram obtidas em muitos outros países a pesar dos muitos anos de lutas.
A determinação das mulheres em resistir a provocação e proteger "el proceso" – o processo pacífico e democrático com o qual se comprometeram muitas pessoas da classe média – tem sido ignorado pelos meios corporativos de comunicação. As audiências nacional e internacional tem sido bombardeadas com mentiras que promovem os lideres golpistas e glorificam ou escondem as suas continuas violências. Isto tudo levou as mulheres a tal indignação que se declararam em "mobilização permanente". Todos os dias milhares rodeiam os principais canais de TV exigindo o fim das mentiras. Também estão indignadas com os lideres da CTV, o corrupto sindicato envolvido no golpe, que criaram uma plataforma que pretende que os trabalhadores respaldam o esforço dos patrões em desestabilizar a economia. Estas mentiras recebem credibilidade devido ao apoio financeiro e estratégico que o sindicato Norte Americano AFL-CIO (American Federation of Labor and Congress of Industrial Organizations) oferece a CTV e graças ao silêncio da Comissão Internacional do Trabalho (ILO) da Organização das Nações Unidas. Recentemente, uma "greve geral" que em verdade foi um locaute corporativo, está tentando parar as exportações de petróleo para dar aos Estados Unidos a desculpa de intervenção e assim devolver o poder à rica e racista elite. Atualmente, a situação se agrava porque as elites querem impedir reformas básicas que se implementaram a partir de janeiro de 2003, como a reforma agrária e a recuperação do controle sobre a industria petroleira nacional que servirão ao combate à pobreza. O impacto da mobilização popular de apoio ao presidente eleito, o temor que os Estados Unidos ataquem não somente a Venezuela e o Iraque mas qualquer outro país, levou a Organização dos Estados Americanos a apoiar o governo de Chaves contra a realização de eleições antecipadas. Aparentemente, esta é a primeira vez que OEA se opõe a uma importante política estadunidense, o que demostra que podemos ganhar Convidamos as mulheres, as organizações de mulheres e todos aqueles que apoiam os direitos das mulheres a endossar o documento seguinte e também enviar correio eletrónico ou fax de protesto ao Departamento de Estado dos Estados Unidos, ao AFL-CIO, ao ILO e aos principais meios de comunicação. Enviem também uma copia ao Instituto de la Mujer da Venezuela, ao Presidente Hugo Chaves e a Greve Mundial das Mulheres. Publicado pela Greve Mundial das Mulheres 24 December 2002 A Greve Mundial das Mulheres desenvolve ações em mais de 60 países desde o ano 2000. Exigimos do mundo "INVESTIR EM CUIDAR E NÃO EM MATAR" Os resultados da nossa missão de julho de 2002 para apurar as condições na Venezuela podem ser encontrados na nossa site: http://womenstrike8m.server101.com Ao Departamento de Estado dos Estados Unidos, a federação sindical AFL-CIO, ao ILO e aos meios de comunicação As mulheres da Venezuela, em sua maioria mulheres negras, que tem sofrido com a discriminação e pobreza, foram fundamentais para reverter o golpe militar de 11 de Abril contra o presidente eleito Hugo Chavez Frias se declaram em "mobilização permanente" para defender sua "revolução pacífica e democrática" e seu governo eleito. O golpe, apoiado pelos Estados Unidos, o único país a reconhecer a ditadura que se instalou naquele momento, tentou devolver o poder à elite rica e racista que maneja corruptamente a industria petroleira e a corporação dos meios de comunicação e aos corruptos lideres do sindicato CTV que atua a favor dos patrões e dos Estados Unidos contra os empregados. Os abaixo subscritos, em resposta ao chamamento da base das mulheres da Venezuela, condenamos qualquer tentativa de ameaçar e solapar as vitórias que as mulheres e toda a comunidade obtiveram com sua revolução e Constituição anti-sexista, anti-racista e pró trabalhadores. Condenamos a intervenção dos Estados Unidos, sutil, encoberta ou aberta, destinada a derrubar o governo do Presidente Chaves que foi eleito para realizar as reformas econômicas e sociais que livrarão o país da pobreza e da corrupção. Exigimos:
Renviar a:
Greve Mundial das Mulheres philly@crossroadswomen.net
e womenstrike8m@server101.com. Fax à
001-215-848-1130. Para mais informações: Envie correio eletrónico e/ou fax de
protesto ao: AFL-CIO President John J. Sweeney, Tel 202-637-5231; Fax 202-508-6946 correio-e: feedback@aflcio.org ; Barbara Shailor, Director, Int’l Affairs Dept, Tel 202-637-5050 ILO: Secretaria Regional para as Américas. lima@ilo.org Fax +51.1.442.25.31 ILO Geneva. ilo@ilo.org, Fax +41 22 798 8685 Envie cópias do seu protesto ao: Hugo Chaves, Presidente da República Bolivariana da Venezuela http://venezuela.gov.ve; venezuela@venezuela.gov.ve; Fax: +58-212-806 3145; Maria Leon, INAMUJER (Instituto da Mulher
Venezuelana) conamu@reacciun.ve; |