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English Chinese Chinese (Traditional Chars) Español Français Italiano Swahili Swedish Tigrinya Uma petição a todos os governos Nós, pessoas do mundo, exigimos que:
QUE SE INVISTA EM CUIDAR, NÃO EM MATAR! Porque no mundo se gasta $ 900 bilhões anuais em pressupostos militares, a metade unicamente pelos EUA. Apenas 10% disto garantiria o essêncial para a sobrevivência de todas as pessoas do mundo2; Porque 86 milhões de pessoas, principalmente dos países do terceiro mundo, morreram em conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial e os EUA participaram na maioria destas guerras; Porque as mulheres e crianças constituem a maioria das vítimas dos conflitos armados e 80% dos refugiados do mundo seguem morrendo e sendo mutilados por minas antipessoais e outras armas; Porque o abuso sexual é utilizado de forma rotineira como arma de guerra e raramente é concedido asilo às suas vítimas; Porque o trabalho de dar à luz e cuidar de todas as pessoas realizado pelas mulheres não é valorizado nem remunerado, ainda que o trabalho militar é remunerado e glorificado; Porque se espera que só a metade da humanidade se ocupe do cuidado das pessoas, necessário para a sobrevivência de todas, enquanto a outra metade ‘tem coisas mais importantes a fazer’; Porque esta desvalorização da vida e do cuidado desvaloriza tudo o que as mulheres fazem e todos os trabalhos que proporcionam cuidado; e é por isso que os salários das mulheres são mais baixos do que os dos homens e o trabalho com as crianças, o trabalho doméstico, o trabalho de hotelaria, as enfermeiras, as professoras cobram menos, ou qualquer um que os realize; Porque a maioria dos soldados ou são conscritos ou se alistam para fugir da pobreza ou da prisão (40% dos soldados dos EUA são negros) e espera-se deles que matem aqueles que todavia possuem menos; Porque os soldados que regressam descapacitados e traumatizados pelo terror e pela matança e/ou aqueles que que voltam contaminados pelas armas são descartados pelos governos e são suas mães, companheiras ou outras que se encarregam de cuidar deles; Porque se financia generosamente o aparato militar à custa de salários baixos, cortes em benefícios e pensões, bolsas de estudos e serviços, e as mulheres lutam para compensá-los com salários não-remunerados; Porque a ‘guerra contra o terrorismo’ empreendida pelos EUA para impôr a dominação econômica, política e militar em nome das petroleiras e outras multinacionais, já cobrou milhares de vidas e nos ameaça com a destruição de nosso clima e da vida sobre a Terra; Porque sempre há dinheiro para poços de petróleo, mas milhões de mulheres e crianças dos países não industrializados estão condenadas a caminhar horas por dia em busca de água porque não hà dinheiro para encanamento; Porque o FMI e o Banco Mundial impõem a globalização, a privatização, a desregulação, a lei das patentes, a extração de petróleo e outros minerais, animais gigantes e o cultivo transgênico... tomando posse das econômias, corrompendo governos e obrigando a população a uma dívida que nunca contraímos; Porque as “ajudas para o desenvolvimento” ou “empréstimos” aos países do “Terceiro Mundo” estão sempre ligadas à compras de armas dos EUA e dos países da União Européia; Porque a oposição, frequentemente encabeçada por mulheres, à globalização –que resulta em pobreza, no roubo de água, terras, sementes e genes, salários e condições de trabalho escravizantes, desalojamento de populações inteiras, eliminação de culturas, histórias e línguas, limpezas étnicas e destruição do meio ambiente – se combate com golpes militares, desaparecimentos e outras formas de repressão; Porque os meios de comunicação, privados ou controlados pelo Estado, realizam o trabalho de desinformar a população e captar o nosso apoio para guerras e genocídios, censurando ao mesmo tempo nossa oposição; Porque as mulheres, cuidadoras, somos a coluna vertebral dos movimentos anti-guerra, de direitos humanos e de justiça, porque nos negamos a permitir que nossos entes queridos sejam tachados como “danos colaterais” cívis ou por baixas militares; A Liga Mundial de Mulheres (LMM) é coordenada pela Campanha Internacional pelo Salário Doméstico e Salário para o Trabalho Doméstico e Salário Vermelho (Red Internacional de Mulheres pelo Salário para o Trabalho de Cuidado). Desde a primeira LMM em 8 de março de 2000, dia Internacional das mulheres, participaram mulheres de mais de 60 países. |