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24 de Janeiro de 2005 Caros irmãos e irmãs, 6ª
Greve Global das Mulheres — 8 de Março de 2005 Desde 2000, no Dia Internacional da Mulher, em todos os tipos de ações populares de mulheres de base, mulheres de mais de 60 países exigiram que a sociedade se invista en cuidar, não em matar, e que o dinheiro desperdiçado nas guerras fosse aplicado em benefício da comunidade. A rede da Greve Global das Mulheres cresceu e se fortaleceu nos cinco anos que se seguiram à primeira Greve, principalmente nos países do hemisfério sul, e as mulheres, e cada vez mais homens, decidiram tomar uma atitude ao longo do ano. Nos percebemos o quanto nos fortifica a luta pela justiça além de nossas fronteiras e com o auxílio de outras pessoas. A oposição à guerra e a eliminação da pobreza estão intrinsecamente relacionadas. A terrível tsunami que ocorreu há pouco tempo certamente matou mais de 200.000 pessoas, porém, muitas morrem todos os dias de fome, doenças ou como causa do aquecimento global e das guerras – desastres causados pelo homem em nome do dinheiro e das exigências do mercado. Os governos e suas preciosas multinacionais vivem falando sobre acabar com a pobreza, mas nunca sequer mencionam o dinheiro que merecemos por nosso trabalho. Os terrores gêmeos da pobreza e da guerra são muito lucrativos e o fim de ambos vai contra os interesses dessas instituições. Somente nós podemos fazer isso, pois somos aqueles, começando pelas mulheres, nossas salvadoras, que lutam todos os dias para manter a vida e que trabalham muito por menos. A Greve é uma maneira importante de mobilizar essa mudança que salvará as nossas vidas. Quando falamos de um salário digno, não estamos pedindo esmola, somente o que é nosso por direito. Homens e mulheres, independentemente de nacionalidade, faixa etária, raça ou religião, têm direito ao mesmo tipo de remuneração quando prestam um serviço assalariado. Nós temos direito à igualdade no mercado mundial de trabalho. A Greve sempre teve como objetivo unir mulheres (e homens) por meio de vários métodos. A exigência por igualdade e salários justos ao redor do mundo, a fim de remunerar todos os vários tipos de serviços prestados pela população, dá uma oportunidade ainda maior para todos os trabalhadores, especialmente para aqueles que permanecem ocultos, assalariados ou não, de fazerem a sua contribuição e de mostrar o seu poder: mães e outras pessoas responsáveis pelo bem da sociedade, ativistas sociais de base; fazendeiros migrantes e nativos responsáveis pela subsistência; aqueles que lutam contra inabilidade de benefícios, bem-estar, segurança social; trabalho infantil; imigrantes legalizados ou não; trabalhadores desempregados; pessoas responsáveis pelo lar; trabalhadores da indústria do sexo; prisioneiros e ex-prisioneiros; consciente objectores; estudantes; sobreviventes de abusos sexuais e todos aqueles que estão lutando por justiça; voluntários de uma comunidade, entre outros; sejam quais forem seu sexo, raça, nacionalidade, religião, faixa etária, opção sexual, seremos ouvidos e obteremos justiça! O apoio e a participação internacional dos homens são coordenados pela Payday, uma rede masculina multirracial. Sua contribuição não serviu apenas para auxiliar as ações da Greve das mulheres, e sim para reunir mulheres e homens que se negam a prestar serviços militares, bem como a contribuir com seus efeitos letais e repressivos em muitos países, desde os EUA até a Inglaterra, Israel e Eritréia. Aqueles que se recusam a matar seus semelhantes são essenciais para o movimento contra a guerra. Uma vez que foi o "cenário de pobreza" nos EUA – pessoas de cor que foram levadas a servir ao exército por necessidade econômica – que possibilitou ao país iniciar a guerra, os movimentos para acabar com a pobreza e com as guerras tornaram-se um só. A Revolução Bolivária na Venezuela é um ponto de referência importante para a Greve, pois foi liderada por mulheres, embora isso não seja admitido publicamente. Suas forças armadas não auxiliaram a comunidade a matar pessoas, e sim a plantar e distribuir alimentos, construir casas e ajudar seus semelhantes de outras maneiras. Na Inglaterra e Espanha, a Greve está organizando uma série de palestras ao redor da Europa realizadas por Nora Castañeda, presidente do Banco de Desenvolvimento da Mulher, que auxilia o trabalho das mulheres por meio de microcréditos para os seus projetos de auto-ajuda, e por Angelica Alvarez, da rede dos ativistas usuários do Banco. As experiências relatadas por essas mulheres demonstram que nossas exigências são praticáveis e plausíveis. A Greve lançará seu terceiro filme na Venezuela e a Payday lançará também um filme, chamado Refusing to Kill (Recusando-se a Matar), sobre mulheres e homens recusando-se a prestar serviços militares e a se tornarem estupradores e assassinos. (E-mail: payday@paydaynet.org web: www.refusingtokill.net) Muitos de nós ficamos chocados com o fato de que Bush e seus seguidores estarão no comando do maior exército do mundo por mais quatro anos. Entretanto, como Joe Hill, um grande militante da classe operária, acusado de assassinato pela polícia americana, obtendo a pena de morte, disse: "Não se lamentem. Organizem-se!" Nós ainda podemos fazer um Feliz Ano Novo! Para nossas irmãs e irmãos, desejamos poder para mudar o mundo! Selma James, Greve Global das Mulheres COORDENAÇÃO INTERNACIONAL: Huelga
Mundial de Mujeres y Mujeres de Color en la Huelga Extratos
das convocatórias de ação, Mamãe, o que é Greve Mundial das Mulheres? Trecho da declaração das mulheres da América Latina e Caribe O que os homens dizem sobre a Greve Testemunho do Distrito Rural de Kaabong, Uganda MAMÃE... O QUE VOCÊ FEZ NA GREVE MUNDIAL DAS MULHERES? LIMA, PERU – TRABALHADORES DOMÉSTICOS PRESSIONAM POR LEI EUA: ‘Welfare’ é nosso direito ARGENTINA: ORGANIZANDO A SOBREVIVÊNCIA EM MEIO À CATÁSTROFE INGLATERRA: ASILO PARA VÍTIMAS DE ESTUPRO A Greve Mundial das Mulheres é coordenada por... Revolução venezulena - Convocatória de mulheres às mulheres de todo o mundo Uma petição a todos os governos QUE SE INVISTA EM CUIDAR, NÃO EM MATAR! IV GREVE
MUNDIAL DE MULHERES |