2003: Quanto mais as mulheres estiverem juntas para quebrar as divisões de raça, de etnia, de nação, de religião, de linguagem – que nos divide para nos privar – mais as reivindicações das necessidades das mulheres do povo ficaram visíveis e faremos escutar nossa demandas contra as guerras e o comércio de armas que suga os nossos recursos. Mais da metade dos gastos militares mundial são das Estados Unidos, o que é utilizado para reforçar ainda mais a sua supremacia econômica. Assim, impõe o petróleo, a principal causa da poluição, como principal fonte de energia. Com seus aliados europeus e israelitas, os EUA promovem e vendem armas aos governantes de todo o mundo para que façam a guerra entre si, defendendo assim o poder norte-americano. Foi desta forma que, por exemplo, 75% do orçamento de Uganda e Paquistão foi devorado por gastos militares. As reivindicações da Greve Global das Mulheres se dirigem a todos os governos: · Que se pague todo trabalho de cuidar das pessoas – com salários, pensões, terra e outros recursos. O que é mais valioso do que criar meninos e meninas e cuidar dos demais? Que se invista na vida e no segurança social e não em orçamentos militares e prisões. · Igualdade salarial para todos, mulheres e homens, no mercado global. · Segurança alimentícia para as mães durante o período de amamentação, licença de maternidade e intervalo para amamentação pagos. Não nos penalizem por sermos mulheres. · Que não se pague a dívida externa do terceiro mundo. Nos mulheres não devemos nada, são eles que nos devem. · Acesso a água potável, saneamento, moradia, transporte e alfabetização. · Energias não poluentes e tecnologias que reduzam a jornada de trabalho. Todas necessitamos de cozinhas, geladeiras, máquinas de lavar, computadores e também tempo livre. · Proteção e asilo contra toda violência e perseguição, incluindo as que tem origem nos familiares e em gente em cargos de autoridade. · Liberdade de movimento. Se o capital pode viajar livremente, por que também não podem as pessoas? Nos últimos meses, a demanda chave da Greve é o retorno dos orçamentos militares tem sido repetida todo o tipo de pessoas no Terceiro Mundo e nos países industrializados. Elas concordam que inclusive uma ameaça de uma guerra é um ataque a qualquer vida deste planeta – desde as mães que pedem água potável, comida e segurança social até aos veteranos que, como milhões de outras pessoas, têm absoluta necessidade de cuidado com a saúde, desde trabalhadores assalariados que se vêem obrigados a deixar seus locais de trabalho sem meios de sobreviver, ou que lutam contra baixos salários e longas jornadas to incapacitados, a pensionistas privados de pensões dignas a crianças as quais foi negadas a educação elementar ou ajuda para estudar e, aos sem tetos...Todos eles apontam aos 900 bilhões or mais de dólares que se gastam em todo mundo com armas de destruição maciça e perguntam: POR QUE OS GASTOS MILITARES TM A PRIORIDADE SE TODOS NÓS SOFREMOS PRIVAÇÕES? Este é um novo protesto holístico, não somente contra a guerra, mas também contra a espoliação das riquezas coletivas e recursos de guerra. É consenso global prioritário reivindicar pela eliminação dos gastos militares. Com esse objetivo, mulheres e homens estão idealizando novas formas de organização sobre a base de que qualquer setor deve levar em conta outros setores e rejeitando a ambição dos partidos políticos cujas prioridades são seus próprios poderes. Ainda que os homens sejam considerados os mais importantes, as mulheres tem sido sempre a coluna vertebral dos movimentos contra a guerra. Nossa rede de lutas é cada vez mais forte e está crescendo rapidamente, o que nos põe em contato com o que as mulheres estão fazendo em todo o mundo. Na Nigéria as mulheres se uniram através de filiações tribais ocuparam as oficinas da companhia petrolífera Shell que tem explorado, corrompido, contaminado, matado e mutilado para seu próprio benefício. Elas exigiram parte desses abundantes lucros para alimentos, escolas e saúde – para o cuidado das pessoas. Essas lutas para sobrevivência e a mudança são pontos de referência para todos nós, permitindo-nos ver nosso próprio sofrimento nas experiências de outras e, ao mesmo tempo, encontrar nosso poder na vitória de outras. Para ganhar independência, freqüentemente temos tido que provar nossos valores, suprimindo nossas necessidades, adquirindo valores masculinos, trabalho mais duro que os homens, diminuindo a importância de nosso trabalho não remunerado, dedicando menos tempo aos nossos filhos e familiares e, inclusive, desprezar nossas mães (enquanto as "profissionais" nos desprezam). Com a Greve Mundial de Mulheres levamos as prioridades das mulheres de INVESTIR EM CUIDAR, NÃO EM MATAR, como a principal iniciativa de mudança. Fazer greve para reivindicar que o orçamento militar mundial seja utilizado no cuidado das pessoas e do planeta é uma estratégia que só poderia ter saído das mulheres que são as que cuidam, mas como o cuidado é básico e fundamental para a sobrevivência de todos, a riqueza social é investir em cuidar, não em matar, assim, a vida e o cuidado voltariam a ser as prioridades da sociedade, e o trabalho que as mulheres realizam para proteger a vida, seria finalmente reconhecido como trabalho básico da sociedade, um trabalho para ser dividido entre todos, e então, pararíamos o petróleo para a guerra e a guerra pelo petróleo o que envolve a todos nos em guerras todos dia. 2004: A Greve foi o resultado de uma longa
historia de base que teve início em 1952 com um panfleto chamado O
Lugar de uma Mulher, seguido por O Poder das Mulheres e a
Subversão da Comunidade, que acabou se tornando um clássico em
1972, além de Sexo Raça e Classe, de 1973 . Todos os três
levantaram a questão de que o emprego assalariado das mulheres não
passa de um segundo trabalho, já que os serviços prestados em casa e
à comunidade não são remunerados e o papel das mulheres como
progenitoras de todos os trabalhadores do mundo, assim como seus
esforços para mudar o mundo, eram ignorados apesar de serem cruciais. COORDENAÇÃO INTERNACIONAL Huelga Mundial de Mujeres y Mujeres de
Color en la Huelga Payday (Dia do Pagamento) – a rede de coordenação de apoio dos homens. Endereço de contato em Londres. E-mail: payday@paydaynet.org ESPANHA. Huelga Mundial de Mujeres, Centro 'Las Mujeres Cuentan', Radas 27 Local, 08004 Barcelona Tel/Fax: +34-93-442 2304 E-mail: huelgademujeres@terra.es EUA. Huelga Mundial de Mujeres y
Mujeres de Color en la Huelga |