O que os homens dizem sobre a Greve

"Desde criança, em Gana, vi a minha mãe e outras mulheres sobrecarregadas de trabalho para manter a comunidade e as famílias. Enquanto que este empenho nunca foi recompensado em termos monetários, os membros do sexo feminino da minha comunidade ainda eram tradicionalmente impedidos de conquistar avanços no campo pessoal. A Greve Global de Mulheres e as suas exigências apresentaram-me a minha primeira oportunidade de ver uma resposta bem articulada a esta injustiça, que me preocupa desde criança."

"A minha mãe, que fazia a maioria do trabalho doméstico e se dedicou inteiramente a cuidar de nós, está hoje incapacitada, enquanto uma das minhas irmãs é mãe-solteira. Tocou meu coração quando uma trabalhadora doméstica (muito mal paga no Sri Lanka) que cuidou de mim quando criança e de quem eu gostava muito, morreu como uma doente mental desamparada enquanto 'vivia' nas ruas."

"É doloroso ver pessoas trabalhando e sendo pagas muito menos do que alguém fazendo um trabalho de valor semelhante, e depois ser tratada de acordo com esse nível inferior de pagamento, especialmente quando é alguém próximo. É claro que isso acontece a todas as mulheres à minha volta."

"Como homem judeu li o ataque da Greve aos gastos militares e a exigência de liberdade de movimentos tanto como uma posição contra o anti-semitismo como contra o racismo do governo israelita em relação ao povo palestiniano."

"A Greve Global de Mulheres 2000 deu uma lição a todos os homens sobre o que pode ser conseguido por um movimento internacional, sério e determinado."

"O meu pai foi para o Exército aos 15 anos. Ele foi criado em extrema miséria, tinha de roubar comida de bancas no mercado e lojas. Saiu do Exército para se casar com a minha mãe, mas a 1ª Guerra Mundial começou e ele foi convocado. Na França ele foi vítima de uma explosão e foi hospitalizado pelo resto da guerra. A minha mãe disse que ele era uma pessoa diferente quando voltou para casa, toda a sua personalidade tinha mudado. Ele nunca conseguia parar de tremer."

"Sou um gay da zona rural, vivo com a minha mãe e cuido dela que é doente e ainda assim também cuida de mim. Muitos gays cuidam de seus parceiros."

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