A LUTA OCULTA:

Não queremos que as mulheres sejam unicamente mencionadas ou estejam presentes isso é "política de identidade". Queremos mulheres lutandoe que a luta de outros setores, como o dos imigrantes sejam reconhecidos como parte integral e central do movimento antiglobalização isso sim, é "política de classe". A ocupação de igrejas pelos imigrantes e sua organização Papéis para Tod@s, tem sido um ponto de referência nacional e internacional.

Para construir o movimento devemos cruzar as fronteiras de sexo, raça, nacionalidade, renda, status de imigrante, opção sexual..., e reconhecer a autonomia de cada setor, assegurando que a luta de cada um deles seja um ponto de referência visível em todo nosso trabalho. A consequência da globalização para os diferentes setores das camadas mais humildes da população em todo o mundo e o que nós temos feito para nos defendermos e às nossas famílias e comunidades precisa ser visto como ponto central desse movimento.

A imagem de crianças famintas em países do Terceiro Mundo é muito divulgada, mas elas ocultam a luta de suas mães para alimentar-las. Quando se oculta essa luta de base contra o capital, só nos resta discutir o que o capital planeja contra nós como se fossêmos vítimas passivas. Mas é essa luta, a luta oculta que está crescendo, que faz com que "outro mundo seja possível".

Sara Williams, Mulheres por um Salário para o Trabalho sem Remuneração, na assembléia da Campanha Contra a Europa do Capitalismo e da Guerra, Barcelona 5 de Março de 2002.

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